Domingo, Dezembro 16, 2007

Jornalismo e RRPP

O fato de ter freqüentado as salas de aula dos cursos de Jornalismo e Relações Públicas me faz analisar, constantemente, na notável diferença entre os aspirantes das duas profissões. No livro Jornalismo e Relações Públicas: Ação e Reação. Uma perspectiva conciliatória possível encontrei a explicitação desta diferença da forma que eu imaginava. Com o artigo sob o título Jornalismo e Relações Públicas: A genética explica essa briga, Wilson da Costa Bueno, jornalista especializado em Comunicação Empresarial, remonta esta distinção:

"...Essa diferença cultural está manifesta tanto na forma de se vestir, de se expressar (falas ou textos) ou de se relacionar com a autoridade, como na proposta para solução das questões sociais e políticas ou na perspectivas com que cada um desses profissionais contempla a importância das organizações no mundo moderno. O jovem jornalista, ainda nos bancos da faculdade, provavelmente se imaginará, no futuro, num veículo de renome, investigando as mazelas da sociedade, cutucando políticos ou empresários; o jovem relações-públicas se imaginará, também no seu idealismo, nuima organização de prestígio, contribuindo para uma comunicação interna mais eficiente ou orientando a empresa para o cumprimento de sua função social. O jornalista, quase sempre, tem uma perspectiva mais individualista (qual jovem jornalista não ambiciona ser um colunista, ter um programa num canal ou emissora de prestígio, ser âncora de um telejornal, assinar seu próprio texto, ter identidade própria?). O relações-públicas, provavelmente, mais se enxerga numa equipe e não há dúvida de que sua ambição maior será, na maioria dos casos, ser o chefe desta equipe. Quem sabe, não estará, hoje em dia, se preparando para, em breve, ter a sua própria empresa, sua agência de comunicação (se seguir o modismo, de comunicação integrada, é claro!)."


Depois disso, não há dúvidas de onde eu me encaixo, mas deve haver uma saída... uma concialiação, no mínimo gratificante! Só não me fale em assessoria de imprensa!

Domingo, Abril 08, 2007

Vocabulário

Em momentos ociosos, entre besteiras e supérfluos, acha-se um teste interessante. =)

  • Teste seu vocabulário

  • Fiz 22 pontos

    Também tem este:
  • O que significa
  • Sábado, Março 17, 2007

    Momento nostálgico I

    Foto: Tom Viana

    Não é o melhor lugar do mundo, mas por incrível que pareça, dá saudade.


    Sexta-feira, Julho 21, 2006

    Certas coisas são irremediáveis

    "Irreversível". Eu já estava há muito tempo querendo assistir este filme, mas nunca houve uma indicação propriamente dita.

    Curto filmes franceses e este foi o primeiro motivo para querer assistí-lo. No entanto, enquanto algumas colegas também tinham esta curiosidade, outras se negavam a vê-lo. Entre as opiniões sobre o filme estavam: "É forte...", "tem gente que não assiste todo...", "fala de vingança...", "foi o melhor que já vi...".

    Para se ter uma idéia: A locadoras mais próximas a minha casa não tinham o filme, recorri a uma vizinha que o pegou na locadora de um amigo. Este, meio assustado, começa uma espécie de interrogatório. "Quem te indicou o filme? Quantos anos tem esta menina? O que ela faz?" Apenas alguém que não é tão assídua do cinema mas gostaria de ter uma opinião sobre o filme, oras. Tudo bem, depois até deu pra entender.


    Vamos ao que interessa

    Lançado em 2002, a obra é assinada e dirigida pelo francês, e audacioso, Gaspar Noé. Em seu elenco, está a bela atriz italiana Mônica Belucci, que interpreta Alex, Vicent Cassel, o Marcus, e Albert Dupontel, Pierre.

    O enredo parece simples: Um homem que teve sua namorada violentada tenta fazer justiça com as próprias mãos. O filme é todo rodado ao contrário. Este recurso, somado à instabilidade da câmera até a metade do filme (ela vai diminuindo no decorrer da história), às cenas na boate gay Rectum e ao primeiro ato de violência, já faz com que muitos espectadores torçam o nariz e adquiram uma visão distorcida do que tenta passar o autor.

    Em muitos filmes comerciais, as cenas de nudez e violência muitas vezes são desnecessárias. Mas Irreversível passa longe de ser aquele filme para se olhar num belo fim de tarde comendo pipoca, ele foi feito para impactar e para quem gosta de apreciar esta arte (ou apenas para curiosos que sabem o que está por vir, como "moi").

    Muitos, e eu me incluo nessa novamente, fecham os olhos e repugnam ao ver a cena da vingança (inclusive você fica horrorizado, pois ainda não sabe porque aquilo acontece). No entanto, o som do filme é perfeito, fazendo-o imaginar cada atitude daquela cena mesmo sem assistí-la. Eis o acerto do autor: inovação + audácia = impacto. Soma também vista na cena do estupro, cuja duração beira os 10 minutos.

    Quanto aos personagens, é impossível imaginar que aqueles dois homens brutais do início do filme (ou final da história), formam, junto com Alex, uma tenra relação de amizade. Ao final (ou início), vê-se um Marcus apaixonado e gentil, o inverso daquele homem tomado pela vingança. Mas a proposta de Noé não é fixada apenas em impactar. Enquanto se aprecia a simplicidade do roteiro e a inovação desta obra, é possível refletir sobre o próprio nome, Irreversível. Tudo aquilo que não se pode voltar atrás. O irremediável.

    Marcus e o amigo Pierre (que na verdade foi um antigo namorado de Alex) buscam vingar a terrível violência sofrida por ela. Um sentimento mesquinho mas normal ao ser humano, porém impossível de reverter qualquer ato. Aliás, o espectador toma um grande susto no decorrer da história, mas são poucos os que se dão conta...

    O filme deixa algumas dúvidas ou apenas causa percepções diferentes a quem o vê. Como pensar que tudo foi um sonho, ou que foi um sonho premonitório, se perguntar se ela morreu ou não.
    Enfim, dentre as inúmeras reflexões após o filme, está o famoso "e se...". E se Alex tivesse pego um táxi? E se tivesse saído antes da festa? E se não tivesse discutido com Marcus? E se... O que faz pensar sobre estar no lugar errado, na hora errada. Talvez seja isto uma síntese do que é falado no início do filme e mostrado no final: "O tempo destrói tudo".

    E daí tu também vai pensar: Era seu destino ou foi um acaso?

    Abaixo, críticas do filme extraídas do site: adorocinema.com. Algumas sintetizam tudo.

    Nota 10 - "Apesar de já no inicio já sabermos o seu desfecho, ainda assim não perdemos o interesse na história."

    Nota 10 - "Na sala que assisti mais de 30% do público se retirou antes de 45 minutos do filme."
    Nota 8 - "O filme mostra a facilidade com que o tempo pode apagar as boas lembranças e manter as ruins, alimentadas pela vingança."
    Nota 8 - "Recomendo este filme para quem gosta de situações mostradas de forma original na tela."
    Nota 9 - "É um dos filmes mais perturbadores dos últimos tempos."
    Nota 0 - "Violência estilizada para chocar espectadores incautos. Um filme imbecil e sem nexo. Só vale pela bela Monica."

    Quarta-feira, Julho 12, 2006

    Mais uma triste baixa no rock


    Morreu na última sexta-feira, 07, o "alucinado" guitarrista do Pink Floyd, Syd Barret.

    Roger Kieth Barret, nascido em 1946, foi um dos fundadores da banda, em meados dos anos 60, que tornou-se uma das mais influentes bandas do cenário psicodélico. Nesta época, Barret teve seu primeiro contato com o LSD, droga que mudaria sua vida. Dizem que nesta época, o músico compôs todo o repertório do primeiro disco.

    No final desta década, o músico passou a faltar frenqüentemente aos shows devido seu envolvimento com as drogas. Algumas vezes, quando subia ao palco, ficava parado. Foi quando um amigo de Roger e Syd, foi chamado para tocar guitarra na banda. Era David Gilmour.

    A bela canção "Wish you were here", do álbum homônimo gravado em 1975, foi uma homenagem ao antigo guitarrista.

    "...sozinho pelas ruas de São Paulo quero achar alguém pra mim,
    um alguém tipo assim...
    que goste de beber e falar
    LSD queira tomar e curta
    Syd Barret e os Beatles."
    um lugar do caralho

    Quarta-feira, Junho 14, 2006

    Coragem

    Prêmio Esso 2005
    Bela imagem: Menino de rua enfrentando policiais em confronto.
    Fonte: Olhares.com - Zoinho-10 anos

    Terça-feira, Maio 23, 2006

    é sempre carnaval

    Copa I

    Eita!!
    Como todos sabemos, o povo brasileiro é alegre. A fama é mundial. Apesar de todas as dificuldades, estão sempre sorrindo. E nada como um ano de Copa do Mundo, quando o Brasil busca a sexta estrelinha, para expor isto.

    As estatísticas já comprovam que a venda de televisores está sendo maior do que a de ventiladores no último e escaldante verão. Não importa se o aparelho irá demorar 24 meses para ser quitado, importa que a Copa será vista. E não é um simples televisor de 14’’, mas de 29, 40, com tela plana, de plasma...

    Mas é claaaaro que é confortável. Aliás, alguém já viu a promoção de que comprando um televisor e dando mais R$ 1 você leva outro caso o Brasil seja campeão? Hahaha. Francamente!
    Enfim, coisas de brasileiro!

    Copa II

    Barbaridade foi o que fez o governador de São Paulo no último dia 17. Pois o homem defendeu a instalação de televisores nos presídios para que os detentos também tivessem a oportunidade de assistir à Copa.

    Não sei a quantas anda a informação. Até então o Ministério Público não sabia se a medida foi por livre e espontânea vontade do governo ou uma "determinação" dos presidiários. Independente disso, um ato como este mostra o quanto a situação dos presídios está fora de controle e a total falta de firmeza do governo.

    E que venha o hexa!